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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

De São Luís/MA aos Lençois Maranhenses, com carro alugado

Salve!

No meio de uma rápida passagem por São Luís, resolvemos alugar um carro para ir até os Lencóis Maranhenses. Sabe como é, né? "Ir a São Luís e não ir até os Lençois é não ir ao Maranhão". Não podíamos dar essa bobeira. Como nosso Zinedine Zidane não foi com a gente, resolvemos alugar um carro na capital pra ir até os Lençois. Veja abaixo como se deu o ziriguidum.


Contextualizando
São Luís fica a 240Km de Barreirinhas, que é uma das cidades que fica no entorno do Parque Nacional dos Lençois Maranhenses. Outras cidades que ficam próximas ao Parque são Santo Amaro do Maranhão e Atins. Barreirinhas é uma das mais procuradas por conta da estrutura que a cidade oferece ao visitante, e da facilidade de acesso ao Parque.

Alugando o carro
Reservei um carro da Alamo (parceira da Unidas) através da Expedia.com. Antes da reserva, comparei os preços utilizando outra ferramenta, a velha conhecida RentalCars, assim como o próprio site da Unidas. Coloquei como hora de retirada 08:00 e a devolução para 15:00 do dia seguinte. Pela Expedia, o preço não mudava. Ficava R$ 95,00. Segundo o site, aquele era o valor total. Desconfiado que sou, liguei para a central da Expedia para confirmar. O atendente falou que no balcão, poderia ser cobrado taxas de coberturas devidas a partir de R$ 30,00. Fiquei com esse valor na cabeça. Ok. Reservado.

 [entrada da locadora. ao fundo, o aeroporto]

Na hora de retirar o carro, vejo que fui ingênuo e, de certa forma, quis me iludir, achando que eu ia reservar das 8 de um dia às 15 do outro e ia pagar uma diária apenas. Claro que não, pô. As taxas que eles cobram são por diária. Como o meu período, obviamente, passou de uma diária, o valor foi aumentando. Aquela cobertura que sairia R$ 30,00, saiu R$ 60,00. Mas, cheio de dedos por rodar numa estrada que não sabia qual era a condição, incluí um cobertura contra terceiros que aumentou mais um pouco o total. Resumindo, de R$95 do site, saí pagando R$ 190. Quebrei a cara. Mas, repito, não coloco totalmente a culpa na locadora. Eles, ou a Expedia, poderia ter sido mais claro em relação ao período da diária. Mas eu, realmente, quis me enganar, achando que ia pegar uma mamatinha.

Na Estrada
Saindo do aeroporto de São Luís já caimos na BR-135, que nos leva para a saída da cidade, sentido sul. De lá até Bacabeira, onde vamos pegar a BR-402, são 50Km. Desse total, 30Km é feito em pista dupla e o restante em pista simples. Nesses 50Km a condição do asfalto alterna-se entre ruim e razoável, com alguns buracos em todo o trecho. Pra piorar, no trecho de pista simples não há acostamento. Quando passamos por ali, o mato junto a rodovia estava alto, impossibilitando qualquer tentativa de fuga por parte do motorista numas situação de emergência. O tráfego também é pesado, com muitos ônibus em caminhões, já que esse é o principal acesso rodoviário à capital. Também é possível notar vários radares para velocidades variando entre 40Km/h e 60Km/h. 

Cerca de 50Km depois, chegamos ao entroncamento com a BR-402. Como o trecho da junção entre as duas BRs está em fase de obras e não há sinalização indicando o entroncamento, passei reto alguns quilômetros. Quando percebi a cagada, voltei ao início da cidade e peguei o acesso rumo a cidade de Rosário. Nesse início de BR-402 o trecho é urbano, deixando a velocidade. Entre Rosário e Morros, há algumas vilas e povoados. Já de Rosário pra frente a coisa melhora. O asfalto é novo, bem sinalizado e com área de acostamento nos dois lados da via. São cerca de 190Km que o viajante roda com tranquilidade. No caminho, cruzamos com mais vilas e povoados, mas boa parte do trecho não há nada em volta, a não ser a natureza. Há inclusive um trecho de quase 70Km sem ter ao menos um posto de gasolina. O tráfego aqui é baixo. Algumas poucas vans de turismo, poucos carros e quase nunca um ônibus. Os cuidados para se ter nesse trecho são com o sono, para os que não estão acostumados a dirigir em solitárias retas, e com os animais, pois é muito fácil encontrar desde galinhas e cachorros, até burricos e cavalos soltos à margem da estrada. No mais é só aproveitar o passeio, que cerca em aproximadamente 2 horas e meia você vai chegar em Barreirinhas.

[pela BR-402]

[entrando na região do parque]

[a brincadeira que nos espera]

 [chegou]

Na entrada da cidade a situação da rodovia é lamentável. Crateras gigantescas e cheias de lama devido às chuvas dessa época são os primeiros a nos receber. Mais adiante, quem nos recebe são os que trabalham para agências de turismo. Como saí de São Luís sem plano algum do que fazer ao chegar em Barreirinhas, a abordagem até que foi vantajosa. Hilton, o cara que veio conversar com a gente, foi muito simpático e solícito. Entendeu que eu não estava disposto a gastar muito e já indicou um restaurante e uma pousada simples a bons preços, e nos conduziu a sua agência para reservarmos o passeio. Ajudou bastante, pois chegamos pouco depois de meio-dia e os passeios saíam às 14h. Não dava muito tempo pra gente rodar procurando onde almoçar, onde pernoitar e onde reservar o passeio. Otimizamos o tempo.

[entrada da cidade]

[restaurante do jordanno. comida boa e num bom preço]

[fachada do jordano]

Lençois Maranhenses
Depois do almoço e de deixarmos as coisas na pousada, a van do passeio passou para nos pegar. Com tempo curto na passagem pelo Maranhão, tínhamos só uma tarde para curtir os Lençois, portanto o único passeio que fizemos foi o dos Grandes Lençois. De Barreirinhas até a entrada do Parque é cerca de 35 minutos, numa caminhonete com a carroceria adaptada, tal qual aquela que pegamos no safari na África do Sul, manja? Após a travessia de balsa pelo rio Preguiça, pegamos o caminho que é trash, cheio de areia, lama e alguns "lagos". Em alguns momentos a gente duvida da capacidade desses carros em transpor os obstáculos. Acredito que no período que não é o de chuvas, deve ser bem de boa passar por aqui.

[passando de barreirinhas]

[antes da travessia]

[nosso transporte]

[rio preguiça pra cá]


 [rio preguiça pra lá]

Passado o trecho de aventura, o carro nos deixa na entrada da Parque. É quando temos o primeiro contato com as dunas. Nesse momento, iniciamos uma caminhada de uns 40 minutos até chegar nas lagoas que estavam mais cheias para esse período (mês de Março). A paisagem é muito bonita. Aquela imensidão ao redor, fazendo você perder a noção de orientação. O tempo não tava tão bom. Estava fechado e havia chovido, então o cenário não estava aquele das fotos. Nem por isso tirou o charme do lugar. A medida que vamos adentrando ao Parque, vamos nos deparando com as lagoas formadas pelas águas da chuva. O melhor período para se visitar é o de Maio, pois é quando as lagoas atingem seu ápice de capacidade. O guia que nos leva conta histórias de que a alguns anos atrás, depois de um período forte de chuvas, era possível ver rios com correnteza cortando o Parque. Deve ser louco ver isso ali, na tua frente. Ele também nos falou que agora em Marçço, as lagoas estavam mais cheias para os lados da cidade de Atins, mas para a gente ia ficar pra próxima. Depois de nossa caminhada, subindo e descendo montanhas de areia, chegamos a uma lagoa em que nível estava mais alto. Alto o suficiente para dar um mergulho. Coisa fina. A água tava fria pra alguns. Pra mim, tava massa. Ficamos ali boiando, curtindo, por cerca de meia hora. O detalhe é que você não faz nada disso sozinho. As agências vão e voltam ao mesmo tempo e vai você e mais uma galera junto. Claro que, se o seu grupo é menor e vocês quiserem combinar com o guia exclusividade, ele pode te levar pra trechos das dunas onde há menos muvuca. Mesmo assim, não tira o prazer de estar ali.

[chegada nas dunas. tempinho cabuloso]

[lagoa com nível baixo de água]




 [nóis]

Concluindo, à noite demos uma volta pelo centrinho de Barreirinhas. Eles possuem muitos restaurantes, bares e lanchonetes pro viajante passar o tempo. O ponto principal é a praça que fica na beira do rio, com um calçadão que fica às margens do rio Preguiça. Pegamos uma excelente pizza no La Terrazza. Ambiente agradável, pizza muito saborosa a um preço justo. Recomendo.




[orla de barreirinhas]

 [pela cidade]

No dia seguinte foi pegar a estrada de volta, deixar o carro na locadora e pegar nosso vôo de volta.

[styllo, nossa pousada]



[quartinho massa. ar, tv, wifi, suíte]

[o café da manhã é servido numa pousada vizinha]

Espero voltar outra vez e aproveitar um pouco mais dessa maravilha que é os Lençois Maranhenses.

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Serviço
Estrada:
BR 135, pista dupla por 30Km e simples por 20Km. Asfalto ruim, sem acostamento, tráfego pesado.
BR 402, pista simples, asfalto novo, bem sinalizada, acostamento dos dois lados.
Transporte: Carro alugado na Alamo (parceira Unidas, via Expedia.com; R$ 190,00, duas diárias, com proteções incluídas) .
Hospedagem: Pousada Styllo (R$ 80,00 a diária, para duas pessoas).
Almoço: Restaurante Jordanno (R$15,00, com duas opções de carne).
Passeio para os Lençois: CN Turismo (R$ 60,00, por pessoa).

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