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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

Dias 1 e 2 - De Curitiba a Assunção/PAR, via São João/PR

Agora foi!

Iniciando os festejos aqui no Comendo Estrada, versão 2016. Dessa vez a intenção é conhecer um pouco mais de nossos vizinhos sulamericanos. Sendo assim, vamos fazer um tour por cinco países vizinhos. Recapitulando: Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru e Chile. Simbora.

[16/04] Dia 1 - Curitiba ~ São João/PR
O plano era sair de Curitiba cedo, mas nem tanto, por volta de 8 da matina. Passamos na casa dos membros da equipa da trip e conseguimos sair às 10h. Vamos tentar melhorar isso durante a viagem. Por falar em equipe, dessa vez os que nos acompanham são a Say-o-nation, figura conhecida do leitor do Comendo Estrada, e nosso bro, Ramirez, em sua primeira viagem internacional. Duas figuras das mais altas patentes dos guetos mais obscuros. Cada um com sua virtuosidade, eles vieram trazer malemolência e malandragem para ajudar a embalar nossa viagem.




Nesse primeiro dia a ideia era sair de Curitiba até São João, no oeste paranaense, fazendo um pit stop em Guarapuava pra dar um abraço num camarada. Pra facilitar o ritmo da viagem resvolvi por o Sem Parar já no primeiro pedágio. Procedimento feito rapidamente, seguimos. Por volta de 13:30h chegamos à bonita cidade de Guarapuava pra rever o Ariel, nosso brother. Como Guarapuava é uma cidade grande e em crescimento, Ariel nos levou para conhecer alguns pontos turísticos. Um deles é um o Parque do Lago. Um parque, que como o nome sugere, possui um lago bem grande. Também possui algumas quadras para prática esportiva e equipamentos para recreação de pessoas de todas as idades. Como tínhamos pressa, só paramos de verdade no parque, tomamos um caldo, comemos um pastel e zarpamos. Ele até queria que víssemos o andamento da obra de construção do novo shopping da região. Ariel, bicho, vai ficar pra próxima. Desculpa sair no aperreio.

Seguimos viagem pela BR-277 e mais adiante pegamos o entroncamento em direção a cidade de Chopinzinho. Mais algum tempo de estrada e por volta de 17:30 chegamos em Sáo João, onde fomos recebidos pelos pais da Say, seu Nerci e dona Vera, donos de uma simpatia fora do comum. Nos sentimos bem à vontade com eles. Depois de comer, dar uma volta pela cidade e do bom papo com o casal, fomos dormir. Amanhã saímos do Brasil.

[17/04] Dia 2 - São João/PR ~ Assunção/PAR
Acordamos por volta de 6, nos arrumamos, comemos e descobrimos nesse ínterim que a casa de câmbio que queríamos ir em Foz fechava às 11:45 e só abria novamente 15h. Ramirez assumiu a boleia e levou o Zidane com destreza em pouco menos de 4 horas até Foz, fazendo com que chegássemos a tempo. A duplicação que está agora desde Matelândia até Foz, compensou o tempo de pista simples e retardo atrás dos caminhões nas estradas secundárias. Só que, chegando lá, a casa estava fechada. Sendo domingo, a oferta não é tão generosa, lá. Como as lojas de Ciudad del Este não abrem, muitas do lado de cá da fronteira acompanham esse ritmo. Mas, pra nossa sorte, temos Muffato. Dentro de vários supermercados existem casas de câmbio que oferecem cotações generosas. Trocamos um trocado por lá, almoçamos no próprio mercado e zarpamos pro Paraguai. Eu assumo a caranga agora.

Alfândega
Logo depois de atravessar a ponte da amizade, encontramos a aduana paraguaia. Tava com receio do trâmite aqui. Achei poderia ser longo e burocrático. Foi bem o contrário. Rápido e simples. Deixamos o carro lá fora, fomos ao escritório da aduana, apresentamos os passaportes, recebemos os carimbos e hasta luego! Não pediram nada referente ao carro. Tudo não demorou nem 5 minutos. Entramos no carro e puxamos, sentido Assunção.

De Ciudad del Este até Assunção, é praticamente um retão só, pela Ruta 7. No começo da pernada não parece que estamos em outro país, ainda. Mas não demora muito, já percebemos um padrão entre os pequenos vilarejos que vamos passando e vamos nos acostumando a eles, a ponto de perceber as diferenças para as cidades brasileiras de beira de estrada. Muito verde, pasto a perder de vista, sol gigante sobre nós. A estrada, que iniciara duplicada, agora torna-se simples. O pouco tráfego nos ajuda a imprimir um ritmo bom. Estimativa de 4 horas de viagem de CDE até a capital. Estimativa foi alcançada até a região metropolitana de Assunção, pois o trânsito caótico, o qual fomos alertados com antecedência, começava a mostrar sua cara, embora fosse domingo, fim de tarde. Demoramos quase uma hora pra rodar os 20km finais e perto das 17h (horário local. 1 hora a menos em relação a Brasília), chegamos ao Hostel. Deu um pouco de trabalho pra achar, mas nada que um GPS bom, numa segunda tentativa, não consiga resolver.

Deixamos as coisas no hostel, trocamos uma ideia com a Gabi, a atendente, e fomos até a calle de la Palma, procurar o que comer. Qual não foi a surpresa quando descobrimos que não é só uma rua de bares. Havia muita gente na rua passeando, bandas de rua tocando na praça da Independência, altos "quiosques" portáteis, que ofereciam, dentre outras coisas, caipirinhas e performance de djs. Comemos numa lanchonet próxima e provamos uma comida bem popular aqui, a chipa. Não achei ruim, mas não achei espetacular. Talvez intrigante fosse a palavra mais adequada. Me lembrou um bolinho feito de massa de milho, com recheio. No meu caso, carne. Vale uma segunda prova aí, pra ver qualequié. Depois do rango, demos uma volta na praça, que também tinha alguns telescópios apontados para o céu. Tratava-se de uma iniciativa do professor Blas Servín, um renomado cientista local, de aproximar a população da astronomia. Blas, uma figura muito simpática, que morou no Brasil por oito anos, entre os anos 50 e 60, e por isso ainda fala um português excelentemente, contou pra gente, cheio de orgulho, que recebeu uma homenagem da NASA pelos seus préstimos na área. Trocamos uma ideia com ele por um tempo, depois vazamos.

Deixamos o carro num estacionamento, já que o hostel não oferece e fomos simbora dormir. Amanhã tem o giro pela capital.

Abrax,

Cabeça


P.S.: Fotos devem vir amanhã

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Dados de Bordo:
Kms rodados: 1050
Rodovias e situação:
BR 277 (pedagiada) - Pista simples, com várias ocorrências de terceira faixa. Muito boa. Duplicada de Matelândia até Foz.
Ruta 7 (pedagiada) - Pista simples, com algumas ocorrências de terceira faixa. Boa. Duplicada na saída de Ciudad del Este e na chegada a Assunção.

Alimentação:
Gs 94000 =~ R$ 62, Ña Eustaquia

Pedágio:
Gs 36000 =~ R$ 24

Abastecimento:
R$ 190, Santa Terezinha do Oeste.

Hospedagem: Hostel Gallagher
US$ 53, para quatro pessoas, por dia, em quarto quádruplo.

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