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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

De 30/06 a 03/07 (18º ao 21º dia) - Safari no Kruger Park, com a Nomad Africa

Comequié!?

Vou considerar esse post como sendo um Relato-Guia do safari Kruger Park econômico (se não no financeiro, no número de dias por lá, pelo menos...). Como foram 4 dias (3 noites) safareando pelo Parque Nacional, achei melhor sintetizar tudo num post só. Até porque durante esse tempo não ficamos de carro. Utilizamos a estrutura da empresa que contratamos para o passeio. Vou tentar organizar as ideias da melhor forma possível, bem como seguir a ordem cronológica dos fatos. Então, vamo lá.

[Confira as informações úteis ao fim do post]

[ponto de encontro no belvedere estate]


Reserva do passeio
Primeiramente, decidimos fazer o safari (observação ou game) no Kruger Park ainda no Brasil. Por indicação, procuramos a empresa Nomad Africa. Após acessar o site dos caras, tiramos algumas dúvidas por e-mail e fizemos a compra do passeio pela Internet, direto do site. Por conta de grana e tempo curto na África do Sul pra fazer o que queríamos, pegamos o pacote de 4 dias (3 noites), chamado de "The Kruger Big 5". Eles dizem que são quatro dias, mas esquecem de falar que são três noites. Eu coloquei aqui pra deixar claro, pois eu achava que seriam quatro dias inteiros de safari e não é assim. Explico abaixo. Entrando no link do site deles vocês vão ver que a empresa oferece trocentos passeios por boa parte do continente africano e que o nosso é um dos mais paias. Mas como a gente só queria ver os bichos e saber qualequiera desse safari, tava massa. Ao acessar a página com os pacotes, entrando em "Book Now" do tour pretendido, você pode ver no calendário quando iniciam os próximos passeios e o valor de cada (a data escolhida faz diferença no valor final). No valor pago, está embutido o pacote de atividades (games, geralmente). Isso é meio que obrigatório, pois do contrário o visitante estaria pagando só pelo transporte ida e volta. Você pode pagar por cada pacote de atividades individualmente, mas certamente você vai querer fazer tudo, então é meio que padrão eles listarem no site o valor do tour incluindo o pacote de atividades. Fique atento a essa informação quando estiver contratando o serviço, se está ou não incluído o pacote de atividades e o que ele abrange.
Vale constar que você negocia com a Nomad, mas parte da estrutura que utilizamos não é deles, é terceirzado. Como o passeio de 4x4 no parque e o hotel-acampamento, no Nkambeni Safari Camp (perto do Numbi Gate), onde ficamos.
Obs.: Lembrando que o Kruger Park também pode ser explorado independente de empresa. Qualquer veículo pode pagar a taxa de visitação e entrar no parque para explorá-lo. Também dá pra comprar a parte as hospedagens, os passeios de 4x4, etc. No nosso caso, a Nomad faz esse meio campo entre a gente e todas as atividades do parque.

Resumo do passeio, incluindo os games
O povo se concentra no ponto de encontro, uma espécie de hotel fazenda chamado Belvedere Estate, em Joanesburgo, e partem de caminhão em direção ao parque. A viagem dura 8 horas (das 9h às 16h, com parada de uns 40min a 1h pra lanche). Ao Chegar no parque, a exploração se divide em games diários, da seguinte maneira:
Dia 1: Game Noturno - Após a chegada, fazemos uma exploração das 16:30 às 19:30;
Dia 2: Game pelos arbustos de madrugada - caminhada de contato com cervos, das 5 às 8:30; depois game pelo parque, de caminhão, das 09:30 às 17:00
Dia 3: Game pelo parque, de 4x4, das 5h às 17:00. Na minha opinião, a melhor maneira de explorar é com esse veículo.
Dia 4: Sem Game. Volta pra Joanesburgo, de caminhão, pela Rota Panorâmica (e God's Window).

Seguro viagem
Pra essa viagem não adquirimos seguro viagem, com exceção do passeio no Kruger Park. A Nomad Africa obriga o visitante a contratar um seguro viagem para o caso de algum sinistro o segurado ter todas (ou parte) as despesas custeadas. Veja no fim do post os valores pagos.

Kruger National Park
Situado no nordeste da África do Sul, o Kruger Park fica a cerca de 500 Km de Joanesburgo. Considerado um dos maiores do continente africano, com 2 milhões de hectares de área, o Kruger é parada obrigatória pra quem quer ver os animais em seu habitat natural. Diferentemente dos games privados, onde você participa de um safari dentro de uma propriedade particular e é certo que você vai encontrar aqueles animais, no Kruger você realmente conta com a sorte e a habilidade do seu motorista para localizar os bichos pra você. Sim, os motoristas são guias, também. O parque é gigantesco e a experiência do motorista e a troca de informações entre motoristas da mesma empresa podem fazer a diferença no resultado de um dia bem aproveitado de contemplação. Segundo consta, lá temos cerca 336 tipos de árvores diferentes, 49 espécies de peixes, 34 de anfíbios, 114 répteis, 507 pássaros and 147 mamíferos.

Transporte
O veículo que vai nos levar até o Kruger e nos trazer é um caminhão adaptado, que acaba parecendo um ônibus, já que a parte da "caçamba" é toda fechada, parecendo uma gaiola, e lá dentro várias cadeiras estilo busão mesmo. A merda que as cadeiras não reclinam e vamos a viagem toda com um certo desconforto. A visibilidade externa também é prejudicada. As janelas são altas e possuem grades em volta. Não dá pra ver o caminho pela frente pois a carroceria do caminhão impede a visão. Não tem banheiro, também. Havia outros caminhões na Nomad que pareciam ser mais novos e modernos que o nosso, com janelas panorâmicas. Não demos sorte com o nosso... Além de ir e voltar nesse caminhão, um dos dias de passeio no interior do parque também é nele. E, adianto, é muito ruim de ver qualquer coisa dentro desse cara.

Staff da Nomad
Quem nos guia são dois funcionários da Nomad Africa, o motorista e sua assistente. A assistente é responsável por organizar nossas refeições. Os dois são muito cordiais, educados e falam um inglês de fácil entendimento. No dia em que fizemos o passeio pelo Kruger Park de caminhão, o nosso motorista também nos orientou explicando vários detalhes da vida dos animais por ali.

Os visitantes
Nosso grupo era formado por 18 pessoas. Nós éramos os únicos latinoamericanos. Havia americanos, ingleses, suiços, alemães, coreanos. Meu inglês falado ainda não é tão bom como meu inglês ouvido, por isso conseguia entender a maioria do que se falava em grupo, mas participava pouco. Nesse sentido me senti um pouco deslocado. O inglês de Angélica é melhor, o que facilitou seu entrosamento com muitos dos que estavam ali. Eu me limitava a conversar com um casal de coreanos e trocar poucas palavras com o resto do grupo. Infelizmente...

Os Big 5
Eles te vendem a ideia de que você só sai feliz de um safari se encontrar com os Big 5 (Rinoceronte, Elefante, Búfalo, Leão e Leopardo). Então, vá com isso em mente na hora de ingressar no parque e vá marcando mentalmente os cinco grandes.

Alimentação
No valor investido estão incluídas as boquinhas que faremos durante todo o período. Quando eu digo boquinha, entenda alimentação das mais diversas. Elas vão de lanches a refeições de verdade. No Belvedere Estate, ainda em Joanesburgo, dá pra tomar café da manhã lá, sem pagar nada. Foi o que fizemos. Cafezão reforçado. Pão, frios, iogurtes, frutas, sucos, etc; Mais adiante, na ida pro Parque, quando paramos pra fazer o lanche, a equipe do Nomad compra os suprimentos que levaremos pra viagem e já fazem os sanduíches (pão com presunto e queijo) que comeremos no lanche da manhã e no almoço de hoje; No fim de tarde do primeiro dia de viagem tem uns snacks pra acompanhar Marula, quando a gente faz a parada pra ver o por do sol; No jantar na noite do primeiro dia, refeição completa. Arroz, carnes, massas, legumes, frutas, sucos e por aí vai. Completa; O café a manhã e jantar nos dias seguintes eram lanches feitos pela equipe da Nomad. Geralmente pão com ovo, presunto, queijo, café, leite e sucos; Os almoços que fizemos dentro do parque (em dois dias), foi por nossa conta. A Equipe para num restaurante dentro do parque e é cada um por si.

Hospedagem
Os acampamentos para os visitantes que desejam pernoitar pela região encontram-se dentro e ao redor do parque. O nosso Hotel-Acampamento fica anexo ao parque. Não é dentro, mas é "colado" num dos portões de entrada.
Havia duas opções de hospedagem para esse passeio: acampamento ou alojamento. O cliente deve escolher uma opção de hospedagem no momento da aquisição do pacote através da Internet. Com diferença razoável nos valores entre uma e outra, claro. Quem escolheu acampar recebeu a barraca da equipe do Nomad logo na chegada ao nosso Hotel-Acampamento, no Kruger Park. A montagem é simples e é feita pelo próprio visitante. Ponto negativo de ficar na barraca, é bem frio lá dentro, apesar de cada um receber uma espécie de manta que protege bem. Isso foi o que nos disseram. Para os que escolheram barraca, tem um banheiro coletivo perto do ponto de apoio (onde fazemos as refeições). Disseram que esse banheiro é bem indiscreto; Quem escolheu ficar no alojamento, ao chegar recebeu a chave do seu bangalô. É um chalezinho, com varanda, cama de casal, ar condicionado (ar quente, também), mosquiteiro, guarda-roupa, tomadas e banheiro com chuveiro elétrico. Não tem Wi-Fi no quarto. Somente no prédio principal do Hotel-Acampamento, onde também havia televisões, restaurante e bar.

Diário
30/06 - 1º dia
Chegamos ao Ponto de Encontro no Belvedere Estate às 8:00. Lá havia vários caminhões da Nomad preparados pra sair. Depois de nos certificar sobre qual era o nosso e quem era nossa galera e nosso staff, fomos tomar um café rápido. Ao fim do rango, fomos pro caminhão e saímos de JNB perto de 9h da matina. Fizemos uma parada lá pelas 10:00 pra comprar suprimentos num mercado na estrada e continuamos. Às 16:30 chegamos no acampamento. Recebemos nossa chave, deixamos as coisas no chalé 15 minutos depois estávamos prontos pra sair pro primeiro game. Entramos num outro veículo, um 4x4 (tipo uma caminhonete Hilux, com a parte de trás adaptada para levar até 11 visitantes, além do motorista. Esse veículo é muito bom, pois é aberto e proporciona um visão de 360º do parque. Só que, no inverno, que era o caso, o bicho pega. Fim de tarde e começo de dia é gelo puro. No decorrer da manhã e início de tarde é calor. Então, se prepare pra doideira. Mas, sabendo disse, eles disponibilizam cobertores pros visitantes não morrerem congelados enquanto passeio em carro aberto. Montamos no 4x4 e fomos ver o por do sol numa montanha. Lá havia uma recepção pra gente, com Amarulas e vinhos, com alguns snacks pra gente morder. Esse é o momento que a gente começa a conhecer os outros integrantes da viagem mais de perto. Visto o por do sol, voltamos pros carros e fomos fazer o game noturno. Essa parte é muito cheia de tensão pois tá todo mundo muito ansioso pra ver qualquer coisa. E logo no começo, mal entramos no parque e já vimos uma meia dúzia de elefantes passando. Muito massa. Eles passam até que rápido e estão sempre mastigando algum matinho. Cruzaram por nós e se perderam nos arbustos.
O 4x4 tem liberdade pra percorrer todas as trilhas do parque, ao contrário do caminhão, que só anda na estrada asfaltada. Isso dá mais liberdade e aumenta as chances, eu acho, de ver mais bicho. Só que nesse game noturno não tivemos sorte. Vimos árvores quebradas por elefantes, merda de rinoceronte, mas nenhum grande bicho. Voltamos pro acampamento de certa forma frustrados. Mas era o primeiro dia. Ainda tinha muito pela frente.
Já na chegada havia um jantar nos esperando e também um número de danças regionais pra nos entreter. Comemos, aplaudimos o número e fomos dormir por que foi cansativo pra caramba hoje e amanhã tá marcado pra gente se encontrar às 5 da matina. Pense na sibéria que nos espera nessa hora...

 [caminho para o kruger]


[chegando no nkambeni safari camp]

[nosso monstro]

[nosso chalé por fora]


 [e por dentro]


[o nosso 4x4]




 [o primeiro dos big 5 avistados]




[recepção e por do sol]

 [jantar com dança folclórica]

01/07 - 2º dia
Como era de se esperar eu tava acabado e não tava nem a fim de sair 5 da manhã, num frio brabo, pra fazer o primeiro game do dia, que era caminhar pelos arbustos e encontrar os bichos à pé. Angélica tava mais disposta e foi sozinha. Fiquei de buenas, curtindo um sono massa num friozinho belezal.
Ela foi pro ponto de apoio e lá a galera entrou num 4x4 pra ir até um ponto do parque onde fariam a exploração. Segundo ela, esse passeio é bem interessante. É bastante informativo, já que os guias vão dando detalhes de cada bicho que aparece ou das evidências que eles deixam pelo caminho (fezes ou troncos quebrados, por exemplo). São quase 3 horas de caminhadas bem aproveitadas. Depois, o grupo chegou de volta no acampamento às 9h. Eu já tava acordado e me juntei a eles pra tomar o café da manhã e partir pro segundo game do dia, dessa vez de caminhão. Esse passeio de caminhão foi bem chato pra mim. Como disse anteriormente, ele não proporciona uma boa visibilidade e seus bancos não são confortáveis. Um dia inteiro nesse bicho de novo, é pra deixar qualquer com saudade de sentar em banco de cimento nas praças. Durante o passeio de hoje vimos alguns dos big 5. Elefantes, de novo, búfalos e rinocerontes. É muito bom ver o bicho de tão perto, em liberdade, enquanto nós ficamos nas gaiolas. Eles chegam muito perto do veículo. Nesse momento, e por diversas vezes, os guias recomendam fazer silêncio, não por o corpo pra fora do veículo e apenas contemplar (ou tirar fotos, claro). É difícil, mas há casos em que o excesso ou falta de noção do turista provoca tragédias por aqui. Mas, certamente não é por falta de aviso. No meio do dia, parada pra gente almoçar num restaurante dentro do parque. Esse almoço é por nossa conta. Fora isso, tem o famoso lanchinho dentro do caminhão pra qualquer hora que a fome bater.
Dia proveitoso, mas cansativo. E ainda faltam dois pra fecharmos os Big 5. Tomara que amanhã tenhamos mais sorte.

 [fezes pelo caminho]

[começa cedinho]



 [instrutores do bushwalk]







[café da manhã, entre uma atividade e outra do dia]

[2º dos big 5]





[hiena lagarteando]












[parada pro almoço]

[nkambeni safari camp. nossa casa]


02/07 - 3º dia
Hoje chegou o dia que mais esperava. O dia do game num 4x4, igual aquele em que fizemos o game noturno na chegada. E o ziriguidum começou cedo. Às 5 rolou o café da manhã e às 5:30 saímos em direção ao Parque. A exploração, assim como ontem, começou com alguns búfalos. Depois vieram zebras, rinocerontes, girafas, hienas, cervos, hipopótamos. Aliás, esses últimos estavam sempre do lado do nosso hotel-acampamento, tomando banho num lago. Mas nada de encontrarmos o rei das selvas e seu subordinado-mor, o leopardo. Nisso há um troca intensa de informações, via walkie-talkie, entre os motoristas das mesmas empresas de passeio. Sempre que algum deles encontra algo interessante e avisa para o outro. Rapidamente o que estava longe chega até o ponto de observação relatado pelo colega. Não por acaso, quando o bicho é grande ou está em tropa, é fácil encontrarmos um mar de carros em volta, pois notícia boa se espalha rápido. Só que já era quase fim da manhã e nada. E hoje é nosso último dia de exploração. A gente já tava se preparando pra almoçar, quando nosso motorista recebeu a notícia de que havia um leão perto de uma ponte. Rapidinho fomos até lá. Chegando lá, num golpe de vista, nosso motorista disse certeiro: "o leão tá ali". Tinha uns 10 binóculos apontados pra onde ele disse que havia o bicho, mas ninguém via nada. Mas esses caras são ninjas. Ele pediu emprestado um binóculo, mirou no meio do nada, devolveu ao dono e disse: "atrás da pedra, no leito do rio tem um arbusto. olhando à direito vocês podem perceber a silhueta do bicho". Rapaz, ninja é pouco. O cara tava certo. O rei da salva tava lá, a uns 500m de onde a gente tava, mas tava lá. Pense na alegria. Daquela distância parecia um gatinho de pelúcia, mas não importava. Era o nosso Big 4. Pensei que a gente ia ficar um tempão ali, vendo qualé a daquele bicho, já que havia toda uma ansiedade do grupo em vê-lo. Qual não foi a surpresa quando o maluco recebeu um chamado dizendo que tinha leopardos adiante. Fomos até lá. Era o nosso Big 5. Mas fiquei puto, pois pra mim o leão tinha mais valor. Chegando no ponto de observação do leopardo, a visão era horrível. Cheio de arbusto na frente, não deu pra ver nada. Só sei que era um bicho porque vi mexer a orelha, e olhe lá. Frustrado. Perdi o leão pra ver um boneco...
Fim da manhã, fomos procurar um restaurante pra almoçar. Após o rango, mais game à tarde, mas sem muito sucesso. Muito mais do mesmo e nenhum grandalhão na nossa frente. Cheguei a conclusão que, apesar de eu considerar a melhor forma de explorar o parque, encontrar os bichos realmente é questão de sorte. Ouvimos relatos de gente que passa mais tempo aqui e não consegue ver os Big 5. Então, não posso reclamar. Vou embora satisfeito em ver o gato de pelúcia e o boneco de jaguatirica.

[saída no amanhecer do dia. pense no frio]



 [3º dos big 5]







 [pumbaaaaaaaaaaaaa]



[4º dos big 5. sim, ele tá ali]


 [o cara viu, sem binóculo, a 400 jardas de distância]



[parada pra rango]










03/07 - 4º dia
Fim de festa no Kruger Park. Hoje não tem mais game. Resumindo foi o game noturno, no primeiro dia, a caminhada pelos arbustos e o game de caminhão, no segundo dia, e o passeio de 4x4 o dia todo, no terceiro.
Hoje a vota para Joanesburgo tende a ser mais longa, pois voltaremos por um caminho diferente da vinda, passando pela Rota Panorâmica, parando na God's Window. Saímos por volta das 9 da matina do acampamento, logo após o café da manhã. O caminho realmente é muito bonito. Uma paisagem que vai ficando mais bonita a medida que as horas passam. No meio da manhã uma parada na God's Window. Um ponto no alto de uma montanha pra contemplação de um grande canyon abaixo. Muito foda. Lá tem umas barraquinhas de camelôs pro visitante levar uma lembrança.
Depois tome estrada novamente. No começo da tarde, uma parada pra lanche numa lanchonete da Steer's (rival do McDonalds daqui). Batemo um rango e fomos pro caminhão de novo.
Chegamos em Midrand (região metropolitana de Joanesburgo) já no fim da tarde, quando pude ver o por-do-sol mais impressionante que já vi na vida. O sol tava lá, bem alaranjado, perto do horizonte e o céu tava limpo. Dava pra gente olhar diretamente praquela bola gigante, sem doer o olho. Fiquei acompanhando ele se por lentamente, enquanto a gente chegava em Midrand. Coisa linda. Certamente inesquecível. Não, não tirei nenhuma foto, pois fiquei meio idiota vendo aquilo. Valeu a pena.
Após a chegada no Hotel Belvedere Estate, rachamos com mais uma galera um taxi fomos de volta pro hotel que ficamos na vinda. Nem preciso falar do sono e do cansaço, né? Já era...





[café da manhã antes de zarpar]


[panorama route]

[god's window]


[god's window]







 [fim de tarde top. não deu pra pegar quando ele tava mais pra cima]

Considerações finais
Resumindo, o serviço da Nomad é muito bom. Não somos muito de fazer passeios em grupos de excursão por não gostar muito desse perfil de passeio (tanto se assemelha a outros conhecidos que, ao fim do primeiro dia, havia uma manifestação de dança folclórica só para o nosso grupo de viagem). Mas, nesse caso, o passeio pela Nomad é extremamente útil pois eles são muito organizados, rigorosos com horários e têm bastante experiência. O fato de o visitante não se preocupar com nada, já que tudo é intermediado por eles, conta muito a favor. Então, recomendo.

Paz de Jah!

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Dados de Bordo:

Hospedagem
Hotel Mercure [Midrand] - 595 rand (~R$ 132), diária pro casal, sem café da manhã.

Passeio
The Kruger Big 5 - pela Nomad Africa [Midrand] - 13590 rand (~R$ 2900), para duas pessoas, por 4 dias, 3 noites, com 7 refeições incluídas (entre almoço, jantar e lanches), transporte até o parque, bilhete de entrada no parque, hospedagem em um chalé para duas pessoas no Nkambeni Safari Camp, pacote de atividades e dois games num 4x4.

Seguro Viagem
Feito pela World Nomads - US$ 52 (contando $2 de doação) (~R$ 125), para os dois.

Lins Úteis
Kruger National Park - Site oficial
Belvedere Estate - Site oficial

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