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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

17/01 - 22º dia » de Buenos Aires/ARG a Tuacarembó/URU

Depois da rápida passagem por San Isidro, é chegada a hora de desarmar o coreto e pegar a estrada. Andreia, Rodrigo, Rafa, mais uma vez nosso muito obrigado. Sintam-se parte da gang dos comedores de estrada.

[antes da partida, com nosso anfitriões. faltou rodrigo, o violeiro]
[detalhe da temperatura na capital]

Para a saída de Buenos Aires, temos inúmeras opções para entrada no Brasil. Uma coisa é certa, não voltaríamos de BuqueBus. Pagamos muito caro pela travessia na ida, então pensamos em fazer um outro esquema na volta. Eu não queria cruzar a província de Entre Ríos, para evitar a polícia corrupta, então a ideia era seguir rumo ao norte e entrar no Uruguai assim que desse.

Detalhe interessante, nas praças de pedágio de Buenos Aires, temos essas marcações no chão. Andreia nos explicou que, se por acaso a fila estiver grande a ponto de algum carro ficar atrás das marcações em amarelo, esse carro pode buzinar. Se ele o fizer, a cancela abre e quem tá por ali não paga a tarifa. Passa reto. Impossível de funcionar no Brasil...





San Isidro já é no meio do caminho para a saída da Grande Buenos Aires. Fica do lado da autopista que conduz a gente a caminho de Zarate. Resumindo, pegamos a Ruta 9, até o trevo de Zarate. De lá, pegamos a Ruta 12, que depois vira 14, em direção a cidade Gualeguaychu/ARG, na divisa com a cidade Fray Bentos/URU. A estrada até Gualeguaychu é muito boa e duplicada. Mas não vacile aqui, pois entrando na divisa de Entre Ríos o bicho pega em termos de fiscalização. Foi aqui que quiseram me passar o rodo, lembram? (link). Eu tinha um certo receio de rodar por aqui novamente, apesar de não ter nada irregular, pois não queria ter que lidar com a polícia local. Mas foi tudo tranquilo. Passamos por algumas barreiras policiais, ninguém nos parou. Quando estávamos para entrar no trevo para Gualeguaychu, percebi mais adiante o viaduto onde fica a barreira policial que me parou e quis me arrancar um troco na última viagem. Como a entrada pra Gualeguaychu fica um pouco antes da barreira não pude saber se seria abordado ou não. Bom, mas não faço questão de saber, também.





Susto
Chegamos a Gualeguaychu a vimos que era uma cidade altamente turística. Galera vem pra cá pra curtir as prainhas da região. Tem muitos hotéis, pousadas e opções de lazer. Pareceu ser bem agradável. Passamos por aqui na hora de siesta e tava tudo muito tranquilo. Eu tava tentando me achar numa ruazinha e vi que tava errado. A rua era de mão dupla com um canteiro no meio. Fiz uma conversão para pegar a mão oposta e voltar pela mesma rua que havia entrado. Voltei pela rua e uns 300 metros adiante, um policial me toca seu apito. Pensei, não é possível. Será que toda vez que eu rodo aqui tenho que levar uma canetada?! Putaqueop@riu! Uma cidade pequena, tranquila, sem movimento, será que eu vou receber uma mordiscada aos 45 do segundo tempo, isso depois de ter rodado quase 10.000km sem problemas?! Pois bem, o oficial me pediu pra encostar e descer do carro. Perguntei o que tinha acontecido, ele me disse que tinha feito uma conversão em "U", o que estava errado. Eu deveria ter dado a volta na quadra. Não é possível que eu vou tomar uma multa por não ter dado a volta na quadra numa cidade pequena, sem movimento. Não me conformava com isso. Aí ele me pergunta de onde sou. "Brasileiro", digo. Aí ele se abriu. Assim como muitos outros tantos com quem esbarramos pela viagem, começou a falar do mundial. Foi uma beleza. Já dei moral pra ele, dizendo que somos melhores, mas que esse ano seríamos segundo lugar e tals. Aí ficamos naquela conversa de cerca-lourenço e alguns minutos depois ele me liberou. Que beleza. E viva a Copa do Mundo!

 [por gualeguaychu]


[restaurante the pelicula, gualeguaychu]



A travessia para o Uruguai é feita cruzando a ponte sobre o Rio Uruguai. Ao fim da ponte, há uma barreira de pedágio e mais adiante a alfândega, pra gente fazer a tramitação. Procedimento realizado, pegamos a Ruta 24, sentido Paysandu. Já percebemos que a condição da estrada aqui mudou sensivelmente em relação as estradas da costa leste uruguaia, que são muito boas. Aqui são muito ruins. Cheias de remendo, buracos, pouca sinalização. Em alguns poucos trechos o asfalto tá numa condição melhor, mas em sua maioria está ruim. E assim também é na Ruta 26, entre Paysandu e Tacuarembó. Nos dois trechos, a estrada é tranquila movimento quase zero de veículos. Em compensação, temos passarinhos. É algo que chama atenção nas rodovias desse lado de cá. Muitos passarinhos na estrada, que nos atrapalham de alguma forma, pois quando o carro se aproxima eles levantam vôo. Muitas vezes esse vôo é na direção do carro. Tomamos alguns sustos no trecho até Paysandu.







[chegando em fray bentos]




Chegamos em Tacuarembó no meio da noite. Por ser uma grande cidade do interior, aqui já temos um movimento razoável. Como era sexta-feira, tinha muita gente zanzando pelas ruas. Principalmente andando no que a gente chama na minha terra de "mobilete". Mas muito mesmo. E não adianta só andar, tem que fazer barulho. Quanto mais barulhenta, melhor a motinha e mais sucesso seu piloto, tanto homem quanto mulher, faz no meio da galera. Encontramos um hotel, deixamos as coisas por lá e fomos dar uma volta na cidade. Depois, paramos na lanchonete ao lado do hotel, batemos um rango e nos recolhemos na sequência.


[ja em solo uruguaio]







Valeu!

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Dados de Bordo (daqui a pouco)

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