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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

13/01 - 18º dia » de Comodoro Rivadavia/ARG a Puerto Madryn/ARG

Salve, simpatia!

Arrumamos as coisas relativamente cedo, e antes das 7 da matina saímos do hotel em Comodoro em direção a Punta Tombo, ou seja, mais ou menos 400 km pra percorrer agora pela manhã. Punta Tombo é conhecido por ter a pinguinera mais fértil da patagônia. Em determinadas épocas do ciclo de vida do pinguim, a região chega a receber cerca de 250 mil casais de pinguins ao mesmo tempo. Isso mesmo. 500.000 pinguins perambulando com andar faceiro, esbanjando malandragem pra alegria da turistaiada. Não por acaso a visita a Punta Tombo era aguardada com uma certa ansiedade.


No dia anterior até cogitamos ir além de Comodoro para dormir num lugar mais próximo da pinguinera, mas não tínhamos certeza se haveria cidades ou paradores no cominho. Ainda bem que não arriscamos, pois não tinha nada. Foi bom porque dormimos cedo ontem e acordamos bem cedo hoje, então daria pra chegar pelo meio da manhã em Punta Tombo.



Novamente Ruta3, estrada tranquila, pouco movimento e tempo bom. Talvez já tenha dito aqui, mas tenho que enfatizar. Os argentinos pisam pra caral#o! Na nossa tocada, a gente ia variando em 110 e 130km/h, de buena, e não dava pra ultrapassar nada que não fosse ônibus e caminhão. Sem brincadeira, 170km/h é o mínimo pra essa galera. E não importa modelo/marca/ano do carro. Eles gostam de pisar. Isso explica porque eles vêm de galera curtir as praias do Rio Grande e Santa Catarina no verão. Com essas estradas e a essa velocidade, em 1 dia o cara tá lá. Claro que, com isso, vez ou outra dá zica andar nessa tocada. Um dia antes havia tido um aciente foda, perto de Caleta Olivia, entre dois veículos, onde numa ultrapassagem, um deles tocou o acostamento, rodou e bateu de frente no que estava sendo ultrapassado. Os dois estavam na mesma direção e mesmo sentido.

 [entrada do parque]

Por volta de 10h chegamos na pinguinera. Caminho praticamente todo asfaltado, com exceção dos 10 km finais já pra chegar no parque, que é composto de rípio. Deixamos o carro num estacionamento e logo fomos abordados por um funcionário que indicou onde era a bilheteria. Compramos o ingresso, descemos por uma espécie de 'galeria' com informações sobre fauna e flora da patagônia e fomos esperar a van que ia nos levar a entrada da trilha.


 [bilheteria]









A cada 20 minutos há uma van pra fazer o serviço de leva e traz. Na entrada da trilha um funcionário do parque nos recebe e dá as orientações iniciais, por onde andar e como se comportar diante da presença dos pinguins. Procedimento dado, é hora de interagir. Logo no início vemos uma perdido caminhando pela trilha. Segundo as regras, devemos manter 1 metro de distância do animal e ele sempre tem a preferência nos cruzamentos. É curioso ver a placa de 'ceda el paso al pinguino' por ali.



Adentrando a trilha vamos percebendo pequenos grupos em volta da gente. Aos poucos eles vão se tornando mais frequentes até que percebemos que estamos encurralados por eles. Só que, diante do calor que tava fazendo, uma galera fica debaixo dos arbustos o que dificulta a nossa noção da quantidade. A trilha tem mais ou menos 1,5km, é bem sinalizada e tranquila de se percorrer. Ela conduz o visitante até uma praia, e é lá que a gente consegue ver uma maior reunião de pinguins. Muito boa a visita. Vale muito a pena o passeio até essa pinguinera, que, de longe, é muito mais povoada que aquela que a gente visitou em Punta Arenas.

















Lá por 13h, pegamos o beco. Próxima parada: Puerto Madryn. Porta de entrada para a Patagônia, a cidade nos agradou na ida e a gente esperava muito dela na volta. A ideia era explorar a região da Península Valdéz e vez, no mínimo, um rabo de baleia dando bobeira por lá.

Pouco depois de 15h chegamos em Puerto Madryn e, depois de procurar um pouco e perceber que tava tudo meio caro, ficamos no Hostel La Tosca. Deixamos as coisas por lá e fomos dar uma volta. O lance do preço era por causa da temporada de verão. Sentimos bem a diferença do que vimos da cidade na ida. Agora fazia calor, céu azul, solzão torrando. Praia bombadaça, plena segunda-feira, fim de tarde. Gente demais. Com isso, as poucas opções de cervejinha à beira-mar estavam cheias e isso se refletia na qualidade do serviço. Os caras com má vontade pra atender a gente. Demos uma volta, comemos e bebemos em outro lugar, e voltamos por hostel. Lá soubemos que essa época não é boa pra ver baleia, mesmo em Península Valdéz. Não é impossível, mas bem difícil. Já a melhor época, segundo um funcionário do hostel, é em Setembro, que da beira da praia em Puerto Madryn dá pra ver aquele monstro tirando onda por ali. Com essa informação, mais a longa distância e o tempo contado pra voltar ao Brasil, resolvemos não ficar um dia a mais em Puerto Madryn, como planejávamos. Decidimos sair na manhã seguinte, logo após passar no banco pra ver se eu recuperava meu cartão esquecido no caixa eletrônico na ida.

Depois do passeio, já à noite, fim de festa. Voltamos pro hostel e cama.

Aquele abrax!

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Dados de Bordo (em breve)

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