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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

31/12 - 5º dia » de Bahía Blanca/ARG a Puerto Madryn/ARG

Opa. Quinto dia de viagem na área, hein? Não se perca.


Bom depois de um café da manhã leve, pegamos a estrada por volta de 09:30 da matina com destino a Puerto Madryn, onde passaríamos a noite de reveillón. Antes de continuar, vou deixar minhas impressões sobre a cidade de Bahia Blanca. Imaginava encontrar uma cidade pequena, com pouca estrutura, mas a cidade se mostrou gigante. O centro, onde fomos dar uma volta, estava movimentadaço. E, graças ao horário estendido da sesta argentina, que vai de 12h às 17h em alguns lugares, foi possível encontrar tudo aberto mesmo perto de 21h. Me frustrei um pouco pois esperava ver uma orlazinha, já que a cidade é à beira-mar. Rodamos e não encontramos saída pro mar que não fosse por um dos tantos portos que tem ali. Como nossa viagem tem alguns objetivos, como Ushuaia, Punta Arenas, El Calafate e Puerto Madryn, não posso exigir demais das cidades que a gente escolheu pra pernoitar enquanto estamos na estrada. Então, tá massa.

Impressões da Estrada
A pernada de hoje é de 700Km. É muito chão e retas intermináveis. Como já era esperado, a qualidade das estradas aqui no geral é muito boa. Mesmo as rodovias não pedagiadas apresentam condições seguras de direção. Há telefones de SOS espalhados ao longo da via, no meio do nada. Entre uma cidade grande e outra, muitas dezenas de quilômetros sem sinal de vida. Pouco tráfego, também. Você dirige uma porrada de tempo sem cruzar com ninguém. É sempre recomendável manter o tanque de combustível cheio. Chegou na metade do tanque, já abasteça pra não ter surpresas, pois é fácil passar mais de 100Km sem encontrar um posto.

 [nós e o nada]

Há muitos animais cruzando a via e a atenção deve ser redobrada. Muitos, mas muitos restos de pneus estourados ao longo da estrada. Em alguns pontos há indicação de área de descanso, que é geralmente formada por alguns bancos e mesas debaixo de algumas árvores, o que é de muita serventia em dias de sol forte como o de hoje. Outra coisa bacana é a indicação da área onde é permitido acampar às margens da via. Outra coisa é o vento. Já tinha lido em diversos lugares sobre o vento forte por aqui, e realmente impressiona. Facilmente sentimos o carro ser sacudido pelas rajadas.

 [entrada na província de Chubut]

Nas paradas pra usar o banheiro e esticar as pernas um pouco, estamos dando prioridade aos postos da bandeira YPF, pois eles oferecem uma boa estrutura, além de contar com Wi-Fi liberado pra gente poder dar notícias durante o caminho.

No trajeto, uma parada pra rangar no comedor Doña Cristina. Pra variar, a tal milanesa deles, que é muito boa. Também teve uma parada num posto de fiscalização sanitária, em que os agentes querem saber se levamos animais ou vegetais com a gente. Essa fiscalização tem um custo de $8,00.

Mais adiante, encontramos um casal de alemães que estavam dando a volta na América do Sul a bordo de um furgão. Mandaram trazer o carro da Europa pra cá e estão comendo estrada como a gente. E é perceptível, em momentos como esse, quem viaja pelo prazer de viajar e quem não tá ligando pra isso. A velocidade que o furgão do cara imprime é baixíssima, mas quem se importa? Eles vão chegar lá, como a gente que vai um pouco mais rápido, do mesmo jeito. Então a dica pra quem curte a estrada é essa: faça um cronograma confortável pra todos os passageiros. Se você se dispõe a fazer 1000Km num dia, o faça com tranquilidade, numa pegada que não coloque a vida sua e do próximo em risco. Se quiser fazer tudo isso em 6 horas, repense a dimensão da viagem e diminua a quantidade de dias se tiver com poucos na manga.

[alemães loucos]

Por volta de 18:30 chegamos em Puerto Madryn. Cidade completamente turística, já com outro clima. Muitos restaurantes, bares, lojas, uma orla estruturada. Fomos procurar um hostel pra ficar, mas na noite de reveillon tava meio difícil. Rodamos um pouco até chegar no Hostel Catalejo, que fica a 3 quadras da praia. Bem massa.

 [chegada em Puerto Madryn]

Eu e Angélica tiramos um cochilo enquanto Vitor e Mel se entrosavam com a gringaiada por lá. Curtiram tanto que eles nem quiseram ir com a gente até a praia ver a queima de fogos. E a galera lá curte um foguetório. Sem brincadeira, deu mais de meia hora de queima.

 [tempo virado em Madryn antes da virada]

Depois disso, fomos num dos poucos restaurantes abertos naquele dia/hora. Mas mellhor impossível. Restaurante Rosendo. Comemos uma impecável carne de cordeiro acompanhada de cerveja patagônica. Coisa fina. Depois foi cama pra gente, enquanto os amigos filavam a boia e a cerveza de nossos hermanos!

Abrax,

Cabeça

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Dados de Bordo
Km rodados: 661
Abastecimentos: 2
Gastos com abastecimento: 708,00 pesos (~R$ 283,00) pouco antes de Puerto Madryn

Estrada
Sempre pela Ruta 3, que é a principal que liga a capital a patagônia do lado do atlântico. Estrada em excelente estado, com baixo médio de veículos. Sem pedágios.

Hospedagem
Hostel Catalejo - 560 pesos (~R$ 224,00) total com estacionamento no próprio hostel

Alimentação
Almoço, Milanesa em General Conesa: 250 pesos (~R$ 100,00/4)
Janta em Puerto Madryn: 264 pesos (~R$ 104,00/2)

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