Post em destaque

Fernando de Noronha gastando pouco

Imagem
Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

09/01 - 14º dia » de Punta Arenas/CHI a El Calafate/ARG

Uepa! Quem não dança, segura a criança!

Fim da passagem por Punta Arenas e do passeio por uma cidade chilena. Uma cidade que deixou uma boa impressão por vários motivos, e um país que merece ser revisitado. Não temos nos esforçado muito pra sair cedo e pegar a estrada nessa viagem. Geralmente temos saído na hora que expira a diária, lá pelas 10h da manhã. E assim o fizemos. Tomamos o café da manhã, um dos melhores até aqui, com iogurte, suco, café, leite, pão e geléia, juntamos as coisas, e saímos.


Antes de pegar a estrada em si, demos um pulo na fábrica da cerveja Patagonia, ainda em Punta Arenas. Pra nossa decepção, as visitas são marcadas antecipadamente e demos vacilo nesse sentido. Até que a gente podia esperar o cara responsável pela visita guiada chegar, mas aí podia atrasar muito nossa viagem. Resolvemos, então pegar a estrada. Pros interessados, a fábrica fica perto do mirante da cidade, na rua Patagona 508. O contato lá é Jame Hewstone e seu telefone é 6612-6701.

O destino de hoje é El Calafate, que tem como atração principal da região o Glaciar Perito Moreno, que fica a uns 80Km da cidade. De Punta Arenas a El Calafate são cerca de 450Km, com um trâmite alfandegário no meio. O caminho que Carminha nos sugeriu envolvia alguns trechos de rípio, totalizando 80Km desse piso. Até então, se a gente quisesse um caminho só de asfalto até El Calafate, teriámos que ir até Rio Gallegos pra depois subir. Um aumento de 100Km aproximadamente, e ainda iríamos passar por parte do caminho que a gente já conheceu na vinda. Sendo assim, optamos por rodar mais em estradas chilenas, então fomos em direção a Puerto Natales. As estradas chilenas são muito boas. Apesar de ser concreto, é suave rodar aqui. A rodovia é muito bem sinalizada e as placas são gigantes. Segundo Carminha, dava pra gente pegar o primeiro trâmite alfandegário um pouco antes de chegar a Puerto Natales e assim que a gente cruzasse a divisa já começaria um dos trechos de rípio. Ao chegar na alfândega, um camarada que trabalha lá disse que era melhor pegarmos a alfândega por Cerro Castillo, que fica depois de Puerto Natales, pois o caminho de rípio ali na saída dele era ruim e que a gente poderia se perder, também. Acreditamos no cara e fomos indo. Pra nossa sorte, não conseguimos entender claramente toda a instrução. Explico. Ele disse que o caminho que gente deveria pegar seria à direita quando avistasse uma rotatória sentido Cerro Castillo. Só que alguns poucos quilômetros depois da alfândega dele há uma rotatória, em que pegando-se à direita vai dar numa outra alfândega, também, a de Dorotéa, em Villa Dorotéa.






Chegamos lá pra fazer o trâmite e pra nossa surpresa, um agente informou que o caminho todo até El Calafate poderia ser feito indo por ali sem pegar rípio. Interessante. Depois o Vitor viu no mapa que há um caminho passando por Cerro Castillo, como nosso amigo informou, só que passa por Puerto Natales mesmo, o que iria aumentar um pouco a jornada.






Trâmite realizado, tome estrada, agora em solo argentino. A paisagem até aqui não mudou muito, com exceção do que vimos próximo ao Ushuaia, já na Terra do Fogo. Tudo muito plano, com o horizonte a perder de vista. Guanacos, lebres e emas observam nossa passagem e a gente torce pra que eles não queiram atravessar a rodovia enquanto os cumprimentamos. No caminho, uma parada pro rango em La Esperanza. Um pequeno povoado no meio do nada, porém há opção para almoço e pernoite. Almoçamos no restaurante de um figura que quando soube que a gente era brasileiro começou a tirar onda com Argentina campeã do mundo e blablablá... Também tirei pouca onda com a cara dele, simulando drible do neymar pra cima deles. Ficou puto, mas a ofensa ficou resumida só no xingamento aos meus ancestrais.







Quando faltava uns 65Km pra chegar em El Calafate, quando o GPS registrava uma altitude de 820m, uma parada estratégica no mirante de el Montillo. Até então a gente vinha subindo, mas não dá pra ter noção da altitude até chegar num ponto como esse. Desse mirante tem-se uma vista foda do que tá ao redor. Daqui já dá pra ver o Lago Argentino, que nos espera mais adiante em Calafate. E tome vento frio aqui em cima. Depois de umas fotos, simbora pra cidade.





Chegamos na cidade ainda com sol lá em cima. Não que isso signifique que é cedo, mas como tudo fecha meio tarde (lembram da sesta, né?), é como se fosse. Uma rápida passagem pela avenida principal da cidade e a minha impressão de que aqui era uma cidade pequena, com nada pra fazer, só servindo de apoio pra quem ia pra o Perito Moreno, foi por ralo abaixo. Um centro com muitas lojas, restaurantes, bares, supermercados e opções de hospedagem. Curti o que vi.





Depois uma parada pra comprar umas empanadas e nos informarmos sobre o horário de funcionamento do Parque Nacional de Los Glaciares na manhã seguinte. Na continuação da avenida principal, encontramos o hostel Manantiales no alto de um morro e resolvemos parar pra ver qual era a situação. Em princípio o senhor Norberto, que administra o lugar, disse que não tinha vaga. Mas com nosso lamento, ele resolveu liberar um quarto por dois dias. Tô começando a achar que esse negócio de dizer que não tem vaga e depois os quartos brotam do além faz parte do charminho argentino. Norberto abriu o quarto pra nos mostrar e todo mundo curtiu de cara. Um janelaço com uma vista do caral#o pro lago argentino. Todos satisfeitos, ficamos com o quarto e capotamos.




Hasta mañana!

Cabeça

------------------------------

Dados de bordo

Devido a correria, será atualizado ao fim da viagem!

Postagens mais visitadas deste blog

14/06 - 2º dia » de Joanesburgo a Durban (Africa do Sul)