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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

05/01 - 10º dia » Ushuaia/ARG

Hoje é dia de passeio no parque. O café é servido às 07:30 e eu acordei a galera inadvertidamente, novamente, às 06:00 achando que já eram 07:00. Que bom que a Angélica e o Alexandre pelo menos conseguiram dormir novamente. O café me surpreendeu pelo fato do café solúvel vir em saquinhos iguais aos do chá. Mas o serviço do hostel também é continental.
Montei uma mochila com os itens básicos para uma caminhada e partimos para o parque. Na entrada forma-se uma fila de carros e ônibus pois compra-se o bilhete na portaria mesmo, sem descer do carro.


Nosso primeiro destino é o fim da Ruta 3. Ali fica não apenas a curiosa placa indicando o fim do caminho, mas também o acesso à maioria das trilhas turísticas de curta duração, então esse é um bom lugar para deixar o carro e sair caminhando pelo parque. Lógico que as agências de turismo também pensam assim e o local é bastante frequentado pelos ônibus e vans, mas nós demos sorte de coincidir pouco nossos horários com os deles.


[Banheiros químicos limpíssimos]

A primeira trilha, de la baliza, leva à bahia Lapataia, passando por uma castorera, dique criado por castores. Com 1,5km de ida, plana e bem sinalizada, não gera dificuldades. Visuais ótimos, vale a pena.

[a montanha atrás fica no Chile]

[A Bahia Lapataia]


No priemiro contato com o lago encontramos um grupo belga no qual havia um rapaz que deu um mergulhinho na água gélida do lago. Ele nos explicou que faz isso todos os anos desde 2000 em algum lugar diferente do mundo. Esse ano foi em Ushuaia.

[Um maluco no parque]

[Frutas docinhas. Eu provei ]


[Vista(s) de cima da baliza]

Nossa segunda trilha leva a um mirante. Trilha mais curta, mas obviamente com uma subida, aproximadamente 100m. Seguindo-a em frente, leva a próxima trilha, já dando a dica através do tato do que nos espera: tundra (túrbal). Um solo fofo e colorido de vegetação característica. Assim chegamos à laguna Negra. Pela trilha seu visual não é tão impressionante, talvez vista de outro ponto de vista. Mas a trilha vale a caminhada.

[Vista do mirante]

[Vista a partir da trilha do mirante]

[A placa fica no final da trilha para quem vem do final da ruta]


[Essas plantinhas vermelhas são samambaias, também encontradas na Serra do Mar brasileira]

[La Laguna Negra]

Para a última trilha, a mais difícil, algumas subidas e descidas, com uma grande castorera no final, precisamos acessar pela estrada depois de uns 300m.
Esses diques são obras realmente impressionantes. Eles utilizam toras de tamanho desproporcionais para eles e desviam/represam grandes quantidades de água. O trágico é que isso mata todas as árvores do local, não só pelo corte (para construção e para manter os dentes que crescem incessantemente), mas também pelo alagamento, pois eles não são naturais daqui, foram introduzidos pelos europeus para produção de peles. Encontrando um habitat favorável e nenhum predador natural, se reproduziram descontroladamente, destruindo grandes áreas e afetando fortemente o ecossistema local. Hoje sua população é controlada, só não foi explicado como.

[Dique formado pelos castores. Não vimos nenhum deles no parque]

[A destruição causada pelo corte deles e do alagamento]

[Um zorro (raposa) que pode ser visto no parque]

Voltamos ao carro discutindo se faríamos a trilha costeira, de 8km de ida, distância igual a tudo que já haviámos percorrido. Pelo adiantado da hora, 14:20, e pelo nível da caminhada, todos prefiriam voltar ao centro e almoçar. Então combinei com eles 18:30 no final da trilha e parti sozinho com a mochila. Visuais únicos e 2h e 15min depois eu já estava no final da trilha! Então fiz um exploratório da região, um lanchinho, dormi e esperei mais um pouquinho até o Alexandre voltar.

[Frutos! Imaginei, mas devido ao aspecto e por não estarem em galhos resolvi investigar melhor]

[Na realidade são fungos]

[Esssa trilha costeira tem MUITOS visuais bacanas, mas para poupá-los da fadiga subirei apenas essa]

[Molle (molhe) no final da trilha. Mas o normal é as pessoas começarem por aqui]

A tarde o restante do grupo passou no centro, consultou algumas lojas de souvenirs e depois tirou um cochilo antes de me buscar.

[Praça Cívica]


Depois tiramos fotos junto à famosa placa do dim do mundo na praça cívica e fomos jantar a famosa centolla inteira escolhida no aquário acompanhada de um vinho Malbec, extravagância cometida por mim e pela Melissa enquanto o Alexandre e a Angélica comeram Spaguetthi com centolla.

[Centolla (King Crab) com vinho. Uau!!!]

[Venha cá bichinho!]
De volta ao hostel tomamos uma Quilmes Night (6,9% grad. alcoólica) e uma Iguana. O resultado foi pouco desejável para mim no outro dia...


Vitor


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Dados de Bordo:
Km rodados: ~40 ida duas vezes ao parque.
Abastecimentos: 0

Estrada
As ruas da cidade estão em bom estado, nada digno de orgulho, mas poucos buracos. A estrada saindo da cidade até o parque é de chão, assim como dentro do próprio parque.

Hospedagem
Mesmo do post anterior. 470 pesos (~R$188,00) diária por quarto duplo.

Passeios
Entrada do parque. 80 pesos (~R$32,00) por pessoa (residente do Mercosul),

Alimentação
Comida no centro (empanadas e suco):  R$15,00
Centolla: 270 pesos/kg (~R$108). Uma delas tem ~2kg. Serve 2 pessoas.

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