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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

MiniTrip Sertaneja - Maceió/AL a Curaçá/BA

Ora, ora... vejam quem resolveu dar as caras por aqui novamente. Sim, eu. Apesar de não parecer, continuo sendo o dono dessa fuleiragem e, vez ou outra, eu tenho o que contar sobre minhas andanças. Dessa vez o rumo escolhido teve um propósito familiar. Fomos visitar tia Nega, a popular Nega do Doce, em Curaçá/BA. Foi uma viagem dentro da viagem, já que estávamos de férias em Maceió e foi de lá que saímos. Fizemos esse passeio em 3 dias de viagem, portanto vou lançar aqui somente um post estilo MiniTrip. E pra nos acompanhar, tivemos a parceria de Tonho das Uvas com seu chumbetinha e Toninho Toitiça. Então, vamo que vamo.



16/05 - 1º dia » De Maceió/AL a Curaçá/BA
A cidade de Curaçá fica no sertão baiano, distante 550km de Salvador/BA, 620km de Maceió e 100km de Petrolina/PE. Como tinha muito chão pela frente, saímos de Maceió por volta das 7 da matina. A ideia inicial era ir direto, com paradas pra tirar água do joelho e uma estratégica em Cacimbinhas/AL, preu visitar parte da parentaiada por lá. De Maceió a Cacimbinhas são cerca de 175Km pela BR-316 e este trecho da rodovia apresenta uma condição muito boa de asfalto e sinalização.

Chegamos em Cacimbinhas por volta de xxxh. Apesar de fazer quase 10 anos que eu não aparecia por ali, foi fácil encontrar o caminho até a casa da tia Ciça. Lá estavam também Léia e Eliane que nos receberam com um bom café. Ficamos cerca de 1 hora batendo papo e revendo fotos antigas. Visita rápida, só pra dar um xêro na galera e já voltamos pra estrada na sequencia.

 [parada em Cacimbinhas]

Próximo a Santana do Ipanema, uma pausa pra abastecer e já continuamos pela 316 até interceptar mais adiante a BR-423, sentido Delmiro Gouveia. Mais adiante entramos na BR-110, antes de chegar Paulo Afonso, buscando a divisa com Pernambuco. Ao chegar nesse ponto já é possível ver o oásis: o velho Chico que dá as caras e que passará a nos acompanhar até nosso destino em Curaçá. Avistar o rio São Francisco em meio ao sertão é sensacional. Vale informar que enquanto passeamos por essas bandas chovia e já vinha chovendo há alguns dias, depois de muito tempo de estiagem pesada por aqui. Conseguimos ver a paisagem verdinha.





Assim que cruzamos a divisa percebemos a diferença na qualidade do asfalto. Enquanto o trecho alagoano que pegamos estava muito bom, ao passar pro estado vizinho a qualidade diminuiu. Ao sairmos da BR-110 e voltarmos pra 316 a situação melhora. Havia trechos em que o asfalto estava passando por obras de recapeamento, o que levava o motorista a encarar operações do tipo pare/siga.

[divisa com pernambuco. detalhe pro burrinho de buena]



Depois de Petrolândia, pegamos sentido Floresta, entrando na região do polígono da maconha (cuidado com o entroncamento para Floresta, pois tem um "cotovelo" punk na via. Vacilando, você passa reto e vai bater em Ibimirim). A região que compreende as cercanias das cidades de Floresta, Belém do São Francisco, Salgueiro e Cabrobó é conhecida por servir de plantio e cultivo para a maconha que é fornecida pro Nordeste e outras regiões do país. Essa região já foi mais violenta, com alto índice de assaltos, mas nem por isso deve-se vacilar ao andar por ali. Fomos orientados a não dirigir à noite. Já durante o período da tarde foi bem tranquilo. Cruzamos com várias viaturas de Polícia ao longo do caminho.




Após Cabrobó entramos na BR-428 e o asfalto vem se mantendo entre bom e regular até aqui. Falta sinalização horizontal e vertical em vários trechos, por isso é importante tomar cuidado com algumas curvas. Pouco depois de Santa Maria da Boa Vista, ainda pela 428, procuramos a placa de acesso a "Vermelhos", estrada que corta alguns assentamentos e nos leva até o ponto da balsa que pegaremos para chegar a Curaçá. A estrada dos vermelhos é asfaltada e boa, mas pouco sinalizada. Bom, pelo menos a informação de onde pegamos a balsa estava lá.





Uma espera de uns 20 minutos e a balsa atracou do nosso lado. 10 minutos de travessia e às 17:00 chegamos em Curaçá, terra da Nega do Doce! Tia Nega é muito conhecida na cidade. Tanto que a gente nem sabia onde ela morava. Fomos com a senha "Nega do Doce" na mão e rapidinho a gente já tava na porta dela perguntando que horas saía o jantar.
Depois de um jantar reforçado e um bom banho, ficamos na praça, de bobeira, batendo papo. Quando o cansaço veio, fomos até a casa de Alzira, prima da Nega, ajeitar as coisas pra dormir.
Detalhe: Curaçá é privilegiada por ter um por-do-sol primeira linha. Algumas cenas do filme sobre Luiz Gonzaga foram gravadas lá. Se liga aí.





17/05 - 2º dia » De Curaçá/BA a Jatobá/PE
Acordamos cedo e após o café fomos fazer o tour por Curaçá. Como a cidade fica às margens do São Francisco, ele serve como uma das opções de lazer no fim-de-semana. Na volta pela cidade gostamos muito do que vimos. As casas coloridas, tudo limpo e organizado traz uma boa impressão para quem visita. Passamos pelo mercado, pelo teatro, pelo museu da cidade, a praça na beira do rio. E por onde a gente ia, encontrava tia Nega batendo perna. Anda a cidade toda sozinha a danada. Depois fomos até a casa onde morou o avô de Angélica. Mais um reencontro com uma tia e voltamos pra Alzira, filar a boia e pegar a estrada.

[alzira apresentando a casa do avô de angélica]






[tia nega e família em curaçá]



Valeu, Curaçá. Valeu Tia Nega, Alzira e Gilberto. Foi muito bom estar aí e obrigado por toda hospitalidade que nos foi oferecida.
Saímos de Curaçá por volta de 13:30 e pegamos o mesmo caminho da vinda, com destino a Delmiro Gouveia. Por conta de falha na sinalização num trecho de obras perto de Petrolândia pegamos um entrocamento para Ibimirim, o que fez com que a gente rodasse cerca de 50Km (ida e volta), numa estrada que passava por reforma e com algumas operações pare/siga. Estava anoitecendo e a chuva apareceu pra dar as caras. Com a condição de visibilidade prejudicada e a falta de sinalização na via resolvemos ficar um pouco antes do destino original e pernoitamos em Jatobá, perto da divisa com Alagoas.
Detalhe: Às margens da rodovia em toda essa região é comum ver animais pastando próximo ao acostamento (bodes, cabras, bois, vacas), bem como alguns mortos, vítimas de atropelamento. Atenção redobrada ao rodar pelo sertão. 

18/05 - 3º dia » De Jatobá/PE a Maceió/AL
Café da manhã simples na pousada e já retomamos o trajeto. Deixamos a BR-423, passamos por Delmiro Gouveia até pegar a AL-220 sentido Piranhas/AL. Ao pegar a estrada estadual a condição já piora. Pouca sinalização, muitos buracos e pouco tráfego.


Por volta das 9:30 chegamos a Piranhas e de cara já curtimos. Na entrada paramos num mirante que dá pra ver toda a cidade, que também é situada às margens do São Francisco. Piranhas é bem turística por diversos motivos. Os passeios pelo Rio São Francisco e a visita ao museu do cangaço são alguns deles. Diariamente ônibus repletos de turistas fazem pit stop por aqui. A cidade, que foi tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2003, teve papel importante na época do cangaço, quando, em um dos episódios, a população se uniu e, após uma batalha, conseguiu expulsar lampião e seu bando. Alguns de seus cidadãos passaram a integrar a volante, que posteriormente veio a ser a responsável por montar a emboscada que deu fim ao lendário cangaceiro e alguns de seus jagunços. Foi em Piranhas que ficaram expostas as cabeças de Lampião, Maria Bonita e outros nove.


[piranhas city]


Visita feita, hora de puxar o barco. A gente queria voltar a Maceió pelo litoral, porém, não há uma estrada beirando o São Francisco que saia de Piranhas e nos leve até Piaçabuçu. Sendo assim, tivemos de fazer um balão passando por Arapiraca, ainda pela AL-220, o que não foi um grande problema já que um dos objetivos era visitar a fábrica de uma cocada que é sucesso em toda Alaogas. Resultado, trouxemos 6 caixas...




De Arapiraca pra Penedo foi mais ou menos 1 hora e meia de viagem tranquila. Condição do asfalto alternando entre boa e regular. Depois, mais 20Km até chegarmos a Piaçabuçu. Hora do rango. Procuramos um restaurante e logo encontramos o Santiago (traduzido pelo Tonho Uva como "Sete Águas"), que fica à beira do São Francisco. A essa altura o Velho Chico está prestes a encontrar o mar.



Após o rango, pegamos a AL-101, sempre beirando o mar, pegando todo o litoral sul alagoano. 1 hora depois, parada estratégica em Pontal do Coruripe. A gente precisava muito de um banho de mar nesse reencontro com o litoral e nada melhor que um banho numa piscininha natural, curtindo um visual que é coisa de cinema. Só estando ali pra sentir.

[farol de pontal do coruripe]


Mais 1 hora de viagem e, enfim, estávamos na terrinha. Sãos, salvos e satisfeitos com um passeio excelente, curtindo as diferentes paisagens do nosso Nordeste. Tendo contato com a simplicidade e a simpatia do nosso povo. Orgulho de fazer parte disso aí.
Obrigado mais uma vez aos parceiros de viagem: Angélica, Tonho e Toninho. Valeu, raça!

Abrax a todos!

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Dados de Bordo

Km rodados: 620 (dia 1); 330 (dia 2); 430 (dia 3);
Horas de estrada: 8h30min (dia 1); 5h (dia 2); 5h (dia 3);
Abastecimentos: 2
Gasto com abastecimento: 220,00

Total km rodados: 1380

Hospedagem
Pousada Luar do Sertão - Jatobá/PE
Diária (casal) - R$ 70,00

Rodovias
Estão informadas no post

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