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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

29/03 - 8º dia » de Buenos Aires à Colón/ARG

Chegamos ao oitavo dia de viagem, nos despedindo da capital argentina. Em dois dias de Buenos Aires, a gente andou e viu tanta coisa que até mesmo turistas que permancem mais tempo por aqui não conseguem ver. Dos pontos de interesse turístico que a gente considerava relevante, faltava a visita a um, o café Tortoni, tradicional recanto portenho. Com isso atrasamos um pouco a saída pra pegar o lugar aberto. Saímos do Hostel às 10:00 pegando o trânsito da 9 de Julho em direção a avenida de Maio. Trânsito foda, calorzaço e o rádio dizendo havia manifestações populares distintas por diversas ruas da cidade. Cerca de meia hora depois chegamos à praça de Maio. Eu tava procurando um estacionamento perto da praça, mas nem precisou, pois ali no envolto da praça mermo, no miolo, é permitido estacionar. Demorei a acreditar, mas é assim. Então, beleza. Depois de algumas fotos da casa rosada de novo (já que as do sexto dia não vingaram), fomos pro café. Submarinos e churros depois, simbora pra estrada.

[fachada do garden house hostel]

[chumbeta na casa rosada]


[café tortoni]


[pedacinho da calle florida]

Eu tinha deixado o carro numa posição que me facilitasse a saída da cidade, só que com os protestos tomando conta das principais ruas, tive que dar uma volta foda pra chegar no lugar que eu queria, a avenida General Paz, pra em sequencia pegar a Panamericana. Pior, depois conferi no mapa que eu não precisaria dar toda a volta que dei pra pegar a Panamericana. Beirando o rio eu também chegaria lá, e mais rápido. Ê, laiá...

Como disse anteriormente, viajar de carro é sinônimo de flexibilidade. Mudamos nosso roteiro pra visitar nossos brothers, Sayonara Mini-Prenda, e Gean Rapunzel. Nosso objetivo hoje é chegar a Uruguaiana, lugar onde eles estão morando. Até lá, cerca de 700 km. Vi no guia de estradas que havia pista duplicada desde a capital até Paso de Los Libres, na divisa. Informação que não consegui confirmar no Google Maps, mas como meu guia nunca falhou, resolvi apostar e ir na ideia ele. As rutas que eu deveria pegar eram a 9, 12 e a 14.

A General Paz é a primeira das autopistas que você pega saindo de Buenos Aires pra ir até Rosário ou Córdoba. O limite de velocidade ali é 130 km/h. São várias faixas nas duas mãos permitindo que o trânsito flua bem. Claro que toda vez que você entra ou sai de uma dessas autopistas, lá está o pedágio amigo te esperando. O lado bom do pedágio é que o lugar (talvez o único no meio daquele tumulto) onde você pode pedir informação pra saber se está no caminho correto. E, meu amigo, não é muito difícil se perder naquele emaranhado de opções, não. A cada kilômetro tem uma saída da autopista pra alguma ruta. É trash a parada. Com cuidado, peguei a saída pra Panamericana e fui embora, buscando entrada pra Ruta 9. Mas fui embora mermo, a ponto de achar que estivesse no caminho errado depois de uma era guiando, pois você anda, anda, e nada de informação de qual ruta vocẽ está. Quer dizer, até tinha, mas prum desacostumado a sinalização no país alheio como eu, não era fácil entender que uma das placas indicava onde eu estava e não pra onde eu estava indo.

Peguei a Ruta 9, sentido Campana e Zárate. Na chegada a Zárate há a rotatória que te leva a Ruta 12, pra Entre Ríos e Gualeguaychu. A dica é, estando na rotatória, pegue na direção do posto YPF, que tá logo ali, antes do pedágio. A partir daí é pela ruta 12 que se vai ao longe.



[entrando na general paz]




[falta pouco até libres, mas só amanhã]

O engate da discórdia

Eu tava cismado em circular pelas rodovias argentinas por causa do engate no chumbeta que, conforme li, seria irregular. Porém, na travessia do buquebus na chegada a Buenos Aires, tive um papo com um brasileiro que tava com um fiesta com engate e era acostumado a rodar pelo interior sem maiores problemas. Fiquei tranquilo e decidimos seguir adiante, Argentina adentro. O problema é estar errado e pegar a rota que passa pelos departamentos de Corrientes e Entre Ríos. Se estando certo você já passa por pressão pra que os caras tenham a mão molhada, o que dizer quando se está errado? Pois bem, Entre Ríos estava no meu caminho e eu não tinha o que fazer a não ser encará-lo. Não demorou muito, demos de cara com a primeira barreira policial, da polícia caminera de Entre Ríos. Pediram preu encostar (cheguei a achar que era só pra brasileiros, pois havia um carro de Torres/RS à minha frente, mas não. Argentino também era parado) e apresentar o documento do carro, o meu e o seguro carta-verde. Nessa hora, enquanto um conferia, vi que outro cara foi até a traseira do carro e deu o toque pro que conferia, sinalizando que havia o engate. O cara que conferia os documentos me pediu pra descer e ir lá atrás. Perguntou se eu já havia sido parado anteriormente, se tinha recebido alguma orientação sobre a utilização do engate. A instrução que ele me passou era a mesma que eu já tinha lido, que nada que ultrapassasse os limites do carro seria permitido. Engate, quebra-mato, estribo... Fugiu do original, fudeu. Segundo ele, eu até poderia circular com o engate, desde que ele estivesse sendo utilizado, pra levar uma carretinha, por exemplo. Como eu utilizo pra colocar o rack pra transportar as bikes, não ia fugir da canetada. Após ele dizer que eu estava errado, perguntei qual era o procedimento. Ele saiu, foi a um trailerzinho e depois me chamou preu ir lá dentro conversar com o patrão. Adentrei o recinto e, não fosse só o problema com o engate, o patrão me mostra um sms dizendo que um veículo brasileiro (que seria o meu, claro) foi flagrado excedendo a velocidade em um determinado trecho. Eu já conhecia esse caô e não dei trela pra isso, então ele só focou no lance do engate. Me falou que eu podia ser multado ou acertar por ali que ficava mais barato. Resumindo, havia dois formulários: um que seria preenchido com a multa ou o outro que seria preenchido com o acerto. Se eu acertasse por ali isso ia me custar AR$ 650,00 (Uns R$300,00), caso contrário a multa sairia AR$ 825,00. Acho que se eu tentasse molhar a mão deles, não com os AR$ 650,00, mas com alguns reais, eles liberariam. Mas aí, comequié?! Vamo sempre alimentar esse tipo de coisa? Por eu estar errado, optei por receber a multa mesmo, não deixando nada na mão deles. Agora vou ter que ver como pagar isso estando no Brasil, já que a orientação era pagar em território argentino. Caso consiga, posto aqui no blog mais pra frente. Encontramos mais duas barreiras da polícia caminera que me pararam, mas viam a multa e logo deixavam eu continuar meu rumo. Vale dizer que além da polícia caminera, há também as barreiras da Gendarmeria Nacional. Essa não parou nenhuma vez e, pelo que sei, se parar não vão tentar te extorquir. Aliás, soube que em qualquer outro departamento que a polícia caminera te parar não vai haver problema. Mas essa galera de Corrientes e Entre Ríos é punk.

Ok, multa na mão, vida que segue. A Ruta 12 encontra a Ruta 14 e por ela seguimos. Como a noite estava chegando e ainda faltava metade do caminho, resolvemos parar para comer e tirar grana pra pedágio. A cidade mais próxima era Colón. Outra vez nos surpreendemos. Sem planejamento, tivemos a sorte de parar numa cidade bem aprazível. Por ficar às margens do Rio Uruguai, Colón segue o mesmo esqueminha de praia que vimos em São Lourenço. Só que a mim pareceu ainda mais ajeitadinha. Cheia de bares, lojas, pousadas e casas pra aluguel em temporada. Logo ao chegar na cidade, ainda pensando na multa que ia pagar por causa do engate que não ia servir em nada pressa viagem, parei num sinal e enquanto aguardava ele abrir veio a pancada. Sim, acreditem... Bateram na traseira do chumbeta. Meu amigo, ironia pouca é bobagem. Quem nos salvou? O bendito do engate... Rimos da situação. E foi o que faltava pra que a gente decidisse não continuar na estrada naquele dia. Procuramos um canto pra comer, outro pra dormir e xau. Estrada, agora só no dia seguinte.

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Dados de Bordo

Km rodados: 366
Horas de estrada: 4h30min
Número de pedágios: 3
Gasto com pedágios: AR$ 15,00 (+ou- RS 7,50)
Abastecimentos: 1
Gasto com abastecimento: AR$ 170,00 (ou R$ 85,00)

Total km rodados: 2134

Hospedagem
Alojamiento Ambar - Esquina das calles Peyret e Gouchon. Em frente a Hosteria Del Puerto.
Diária alojamiento (casal): AR$ 150,00 (R$ 75,00)

Rodovias
* Faróis acesos o tempo inteiro
Av. Panamericana/Acceso Norte - Miolo de entrada e saída de Buenos Aires. Bem movimentada. 4 faixas por sentido. Atenção para as placas indicando saída para outras rutas. Pedagiada.
Ruta 9/ARG - Duplicada. Asfalto bom. Tráfego alto. Pedagiada. Siga por ela, sentido Campana e Zárate.
Ruta 12/ARG - Duplicada. Asfalto bom, também. Tráfego diminui. Pedagiada. Siga por ela, sentido Ceibas.
Ruta 14/ARG - De Ceibas pra frente, se não mudar de via, a Ruta 12 encontra a Ruta 14. Duplicada. Asfalto bom, também. Tráfego diminui. Pedagiada. Siga por ela, até Colón.

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