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Fernando de Noronha gastando pouco

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Todos sabem que a finalidade deste site é relatar as viagens que nós fazemos de carro. Só que vou abrir o precedente agora. Sempre que viajarmos e tivermos informações úteis pra compartilhar vou colocar por aqui, independentemente do meio escolhido pra isso. Então confira agora o bônus track da nossa viagem ao Nordeste: Fernando de Noronha.

[sancho]

25/03 - 4º dia » Montevidéu e o bangalelê centenário

Hoje foi o dia da desbravada em Montevidéu, já que, com a dormida em Treinta y Tres, a passagem por aqui foi encurtada. Sendo assim, bora canelar. Como o hotel não oferece desayuno (café da manhã), fizemos um lanche com as paradas que a gente tinha comprado num mercado ontem. Depois disso, caminhamos até o centro histórico da cidade. Por conta do pouco tempo, decidimos que nessa viagem a gente não ia parar pra ver museu, o que não agradou uma das responsáveis pelo Hotel que ficou meio indignada porque não paramos na catedral nem no cabildo, museu histórico do uruguai. Assim, passamos pelo centro histórico vendo só a fachada dos prédios e casarios centenários. Atravessando a cidade velha, chegamos ao mercado do porto. Um pouco cedo, com isso não pegamos quase nada aberto. O mercado é pequeno e centraliza seu comércio basicamente nos restaurantes, que têm a parrillada como carro chefe.

[portal que divide a cidade velha do restante do centro novo]

[filósofa mafaldita]


[frutaiada]

[mercado do porto antes do buruçu]

[velho dom maia marcando presença]

Cidade velha ok, agora atravessamos o centro destino feira da rua Tristan Narvaja, um lugar gigante que, dizem, tem tudo de tudo. Chegando a feira, primeira constatação é: gente pacarai. A feira começa na esquina com a avenida 18 de Julho e se estende por umas 10 quadras pela Tristan Narvaja e mais algumas adjacentes. O que tem de bom? Olhe, de bom, não sei. Mas tem de tudo sim. Na verdade vimos muitos produtos piratas, quase nada de artesanal, umas tantas antiguidades e um bocado de coisa véia, sambada. Isso mesmo, o cara pega qualquer quinquilharia de casa (ou do lixo) pra ganhar qualquer quinhão. É engraçado ver o que eles comercializam por ali. Não aproveitamos nada.

[fuente de los candados e as lendas da paixão]

[intendência municipal]

[axolote, o elo perdido. brincadeira o que esses caras vendem...]

[rua onde começa a feira da Tristan Narvajas]

Cansados, fomos procurar o que comer e seguir em busca do museu do futebol, no estádio Centenário. Pra essa etapa, fomos pegar o chumbeta já que de pernada iria demorar demais. Pegamos a 18 de Julho até o final, chegando ao parque Batle, onde está localizado o estádio. Numa primeira vista, tudo fechado. Quando já íamos embora, vi uma indicação dizendo que pra visitar o museu teríamos que entrar pelo portão 11. Fui até lá e um senhor que cuidava me disse que o museu não estava aberto, mas que por R$ 5,00 cada a gente podia conhecer o estádio (ou dois lances de arquibancada e só). Perguntei, "posso ir até o gramado?", taxativo ele disse, "Não. Só para atletas!". Beleza, demos a volta pelas arquibancadas, algumas fotos e só. Estávamos saindo, quando junto ao portão por onde entramos havia uma porta aberta. Pro obstinado não precisa mais que isso. Demos o bangalelê no coroa, emburacamos por ali, indo por um acesso que ficava na parte debaixo da arquibancada de concreto, no oco. Ali algumas placas de publicidade, daquelas que ficam na beira do campo. Ninguém. Fomo até fim quando vimos um clarão, uma porta. Saímos por ali. Opa, estávamos na curva, quase no oposto ao lance de arquibancada a que tínhamos permissão de visitar. Mais adiante, um portão aberto nos levou até a arquibancada do lado oposto ao que originalmente entramos. Ali no alto, as cabines de rádio. Indo em direção à altura do meio campo vi então meu passaporte: uma pequena pontezinha de madeira ligando a "geral" ao gramado. Aí quer matar papai. Atravessamos a ponte, e o centenário se abriu pra gente. Um passeio pelo banco de reservas e uma descida no túnel à nossa frente. Era o túnel que trazia os jogadores do vestiário ao campo. Fomos por lá, fizemos todo o caminho até a sala de imprensa. Em êxtase pelo que conseguimos, agora era ir pra casa tranquilos. Lá do outro lado, por onde entramos, uma família de uruguais puta da vida, "queremos ir onde eles estão". Pronto, despertou a ira do nosso nobre amigo, guardião do templo onde outrora foi escrito o primeiro capítulos do glorioso livro chamado "copas do mundo", que gritava feito um louco pra sairmos dali. "Como eles chegaram lá?", era a pergunta que ele ia levar pra casa e ia martelar suas ideias naquela fria noite de outono. Tá bom, né? Depois dessa história cheia de poesia resta dizer que visitar um lugar fascinante e cheio de história como aquele e não levar uma lembrança marcante como o passeio por dentro gigante não teria sido um programa completo. Foi a única coisa que levamos: lembranças. Pedimos desculpas a ele, metemos o rabo entre as pernas e fomos embora. Dormir cedo que amanhã tem mais estrada. Dessa vez, sentido Buenos Aires, via Colônia del Sacramento.

[voltinha pelo centenário]

[ousadia pouca é bobagem]

Abrax.

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